A lágrima de vidro foi escrita por Gabriela Costa, uma excelente escritora, que retratou da forma mais bela, cada detalhe desta história. Este livro é daqueles que quanto mais você lê mais te instiga a descobrir o que acontece na página seguinte. Uma fantasia cristã, que envolve romance, distopia, traição e é claro, um mix de emoções.
Grécia Lunsnory, a personagem principal é poetisa, o que despertou em
mim um carinho enorme por ela. A considero uma personagem extremamente forte,
pois sempre foi odiada por sua irmã adotiva, teve suas costas feridas por
chibatadas para provar que era digna de algo desprezível, ficou presa na ilha
do dragão em que seu pai, Drágua reinava. Teve que vivenciar as mais tenebrosas
barbaridades e sofreu de aborto espontâneo de seu primeiro filho, fora todo
estrago causado em sua saúde mental.
Algo que detesto em romances é triângulo amoroso, pois na maioria das
vezes não concordo com quem o protagonista fica ou as consequências que são
causadas por esse tipo de romance. E é exatamente isso que acontece no livro.
Em minha opinião, Grécia teve uma atitude imatura pelo seguinte motivo: logo no
início do livro ela conhece Isaiah, que trabalha para Drágua e que tem o
objetivo de atrair Grécia para um caminho que gerou consequências citadas
acima. Até aí tudo bem, eles se apaixonaram e começaram a viver um romance. A
questão é que depois que ela descobriu a verdade e clamou pelo leão branco e
foi morar com ele, viu Zion, que já conhecia desde criança, através de
alucinações, indicando que estavam destinados um ao outro. Com o tempo, eles
realmente se apaixonaram, só que ao invés dela esquecer Isaiah por saber que
ele não era um bom parceiro, ela o reencontrou e acabou tendo um filho dele.
Isso feriu tanto o coração de Zion, quanto o do leão branco. E mesmo tudo se
resolvendo e Zion a perdoando, ainda fiquei chateada com essa situação, pois
Zion é um dos meus personagens favoritos. Fiquei chateada também a
respeito de Charlotte, irmã de Grécia, que quando começa a mudar suas atitudes,
Drágua a mata.
Poderia citar vários outros fatos para convencer você
leitor, a ler esse livro, apesar de vários spoilers nesta resenha. E também os
motivos pelos quais você surtaria e teria vontade de largar essa leitura, no
entanto, quero expor meu ponto de vista sobre como Gabriela da Costa influenciou
a vida espiritual de muitas pessoas.
O leão branco é Jesus, Drágua é o demônio e Grécia somos nós. Drágua a
atraiu e a afastou ainda mais do leão branco, a enganou levando-a para um lugar
horrível, onde matava suas vítimas, destruindo suas almas. Drágua procurou
todas as possibilidades de impedi-la de clamar pelo leão branco, seu verdadeiro
pai, mas já estava no sangue de Grécia a sua identidade. Da mesma maneira
acontece conosco, o demônio procurará todas as formas de nos impedir de clamar
por Jesus, nosso verdadeiro pai, que anseia pelo nosso clamor, pois somos teus
filhos, mas ele quer que nós o reconheçamos como seus filhos. Assim como
Grécia, começamos a caminhar pelos caminhos corretos mas permitimos que os
nossos prazeres carnais sejam maiores que os planos de Deus.
Super indico esse livro, você consegue se sentir dentro do livro, as
mesmas emoções dos personagens. Um dos únicos defeitos desse livro é que ele
acaba.






